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Terrorismo da inflação e “cabeças de planilha”

31 de março de 2010 1 comentário

É senso comum que o grande legado do Plano Real é ter acabado com a inflação galopante que assolou por diversas vezes a economia brasileira ao longo de sua história. Nos Estados Unidos, por outro lado, a inflação nunca chegou aos níveis extremos que vivemos por aqui.

Por isso, não deixa de ser curioso notar o medo que os norte-americanos tem do dragão inflacionário.  A paranóia é tanta que rendeu até um post no blog do Paul Krugman, Nobel de economia de 2008 e colunista do New York Times: http://migre.me/sI0b.

Essa “sindrome do pânico inflacionário” que o Krugman mostra nos EUA acontece de um jeito bem parecido no Brasil. Os analistas se restringem a planilhas segundo as quais o aumento da base monetária ou o câmbio acarretam um aumento de X% na inflação.  Entretanto, as conjunturas econômicas tem sempre suas particularidades e o comportamento dos agentes econômicos acaba escapando dos pressuspostos em que os “cabeças de planilha”* se baseiam.

É o caso que o Krugman descreve: analistas temem que o aumento da base monetária do Federal Reserve acabe em inflação. O pensamento é simples e linear: mais dinheiro, mais inflação. O problema é que para esse volume maior de dinheiro causar inflação ele precisa circular. E a emissão desse dinheiro ocorreu justamente porque não havia dinheiro em circulação. Logo, o aumento da base monetária não vai causar aumento descontrolado da circulação de dinheiro e não deve, portanto, ter grande efeito sobre a inflação.

*A expressão é do jornalista Luis Nassif, grande entendedor de economia e um dos poucos jornalistas com conhecimento do assunto para ir além das repetições de dogmas sem sentido que vemos no noticiário por aí.

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Apresentação

31 de março de 2010 2 comentários

Criar um blog é uma grande responsabilidade.

Em um tempo onde há uma clara tendência de perda de credibilidade entre grandes conglomerados de mídia; em um tempo onde cada vez mais o conhecimento criado e compartilhado em redes se torna dominante; em um tempo onde a internet vem crescendo a passos largos como principal fonte de informação das pessoas; escrever sobre qualquer assunto demanda um enorme senso de responsabilidade.

Responsabilidade de não escrever bobagens que podem ser indefinidamente reproduzidas na rede mundial de computadores. Responsabilidade para cumprir com o compromisso implícito que se estabelece com seu leitor quando você torna sua produção intelectual (seja texto, imagem, áudio ou vídeo) pública. Responsabilidade de fugir do mero opinionismo e difundir informação que beneficie os que dela se apropriam.

Com a minha curta experiência em redações e o parco preparo intelectual fornecido pela vida acadêmica, julgo que posso escrever com alguma propriedade sobre economia e temas relacionados às ciências sociais. Algumas vezes, posso me arriscar a falar sobre filosofia. E, para descontrair, o caro leitor pode eventualmente encontrar posts sobre a minha paixão que é a música.

Espero sinceramente que minhas postagens sejam nada mais (e nada menos) do que boas contribuições para o debate dos temas sobre os quais me proponho a escrever. E espero que você, que está lendo este post de apresentação, esteja de volta aqui outras vezes para ler, comentar, criticar, discutir, compartilhar e acrescentar.

Seja bem-vindo!

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