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A estratégia chinesa do Banco do Brasil

Leio hoje a notícia que o Banco do Brasil está com “negociações avançadas” para aquisição de 51% do Banco da Patagônia, quinto maior banco da Argentina. Segundo a coluna Mercado Aberto, da Folha de SP, o presidente do BB Aldemir Bendine deve ir à Argentina na próxima quinta-feira (22) para assinar os papéis e fechar o negócio que ainda depende de autorização do Banco Central Argentino.

Na última terça-feira, o BB já havia estado nas manchetes dos cadernos de economia por causa de outro movimento de internacionalização: o gigante tupiniquim obteve autorização do Federal Reserve (o BC norte-americano) para adquirir instituições financeiras nos Estados Unidos e operar no mercado de investimentos do país.

É muito interessante a postura do Banco do Brasil, semelhante à postura do governo chinês em relação à crise de 2008/2009. O Banco do Brasil aproveitou o momento complicado da economia para fazer diversas aquisições (incluindo aí a compra da Nossa Caixa) e agora, com a economia voltando para os trilhos, se aproveita da expansão de seus ativos para captar mais recursos e continuar o processo de expansão.

Ontem, o BB anunciou que pretende emitir novas ações no mercado. Levando-se em conta o custo das ações no mercado, o projeção é de que a captação de recursos chegue a quase R$ 9 bilhões. O dinheiro seria utilizado para a ampliação da carteira de crédito e para impulsionar o movimento de internacionalização do banco. É um movimento arrojado, muito diferente do que seria de se esperar de um banco público. Sem dúvida, é muito positivo.

Em primeiro lugar, porque deixa claro ao público que a gestão atual do banco não pensa de forma burocrática que normalmente é associada à gestão pública. Há um entendimento (positivo, ao meu ver) de que é necessário ganhar mercado para competir de igual para igual com gigantes como o Itau Unibanco, o Bradesco e o Santander. O fortalecimento das posições do BB nesse momento é muito bom se levarmos em conta a estratégia agressiva do Santander em relação ao mercado brasileiro, o expansionismo do Itaú e a vontade de recuperar a liderança por parte do Bradesco.

Além disso,  o crescimento da oferta de crédito do Banco do Brasil é sempre uma boa notícia para o crescimento da economia. Afinal, como as taxas de juros praticadas pelo BB costumam ser mais baixas do que a concorrência, é sinal de mais dinheiro circulando na economia e, portanto, mais consumo e potencialmente mais crescimento.

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